OS PRIMEIROS MINUTOS DEFINEM SE VOCÊ SERÁ OUVIDO OU IGNORADO!
Os primeiros minutos de contato com uma pessoa ou com um público são decisivos para que quem lhe ouve decida se você é confiável ou não. Nesse curto espaço de tempo, o interlocutor escolhe se vale a pena continuar lhe ouvindo ou se é melhor pensar no que fará para o jantar, no que vestirá no dia seguinte e assim por diante.
Hoje, a atenção do outro é a moeda mais valiosa que existe.
O JULGAMENTO ACONTECE EM SEGUNDOS
A mente subconsciente decide, nos primeiros segundos, se você merece ser ouvido — e essa decisão ocorre com base exclusivamente na sua comunicação não verbal: no tom da sua voz, nos gestos, na postura, nas expressões e nas microexpressões faciais.
Isso não é teoria vazia. São dados fundamentados em pesquisas realizadas pela Universidade de Harvard.
Neste exato momento, é isso que você está fazendo a meu respeito: o seu subconsciente decide se continuará lendo este texto ou se passará para o próximo. Por essa razão, vou lhe dar três motivos para ler este post até o final.
Por que você deve continuar lendo?
Vou lhe mostrar o que fazer para evitar que isso aconteça com você.
Vou apresentar três estratégias poderosas para usar nos primeiros instantes de interação e prender a atenção do interlocutor até o final.
Somente com o que trago neste texto, você já poderá obter muito mais resultados em suas interações.
Dito isso, vamos ao tema.
QUANDO A COMPETÊNCIA NÃO APARECE, A OPORTUNIDADE PASSA
Há algum tempo, atendi em mentoria um homem que chegou profundamente abalado emocionalmente. Ele relatava ter perdido a oportunidade de assumir um cargo mais alto na empresa onde trabalhava há cinco anos. A vaga ficou com um profissional que estava na empresa havia apenas oito meses.
Segundo ele, “ele não sabe mais do que eu, temos a mesma formação técnica”.
Então, fiz a seguinte pergunta:
— Você conseguiria, por um momento, deixar de lado a raiva por ele ter assumido o cargo que você acreditava ser seu?
Ele respondeu que tentaria.
Em seguida, pedi:
— Cite três características dessa pessoa que a tornam admirável para você.
Inicialmente, ele demonstrou resistência. Após alguns minutos de reflexão, respondeu:
Ele é extremamente positivo em tudo.
Ele não fala muito, mas quando fala se expressa bem, e tudo o que diz parece interessante.
A voz dele é tranquila, mas firme ao mesmo tempo.
Perguntei então:
— Você percebe que todas as características que mencionou são comportamentais? Nenhuma delas é técnica?
COMPETÊNCIA QUE NÃO SE COMUNICA NÃO É PERCEBIDA
Não basta ter competência técnica. Você precisa saber mostrar a sua competência, e isso só acontece por meio da comunicação.
Agora, eu lhe pergunto:
Quantas vezes você perdeu oportunidades por não saber mostrar o que sabe?
Quantas vezes foi interrompido ao expor suas ideias?
Quantas vezes, em uma reunião, você tinha a resposta para um problema, mas, ao tentar falar, ninguém lhe ouviu? Sua voz saiu fraca, insegura, e outras vozes se sobrepuseram à sua — até que você desistiu de falar.
Nos próximos minutos, vou lhe mostrar o que fazer para virar esse jogo.
O IMPACTO REAL DA COMUNICAÇÃO NÃO VERBAL
A sua comunicação não verbal impacta 93% o interlocutor.
55% desse impacto vem do comportamento: gestos, postura e expressões.
38% vem do tom de voz: entonação, ritmo, variação tonal, pausas estratégicas e energia transmitida.
Apenas 7% estão nas palavras — ou seja, no conteúdo verbal.
Isso não significa que o que você diz não importa. Pelo contrário: importa muito.
No entanto, a importância do que você diz será percebida — ou não — pela forma como você diz.
É você quem atribui mais ou menos valor às suas palavras por meio da sua comunicação não verbal, seja em uma reunião, apresentação, palestra ou em uma conversa individual.
ESTRATÉGIA 1 — A SUA COMUNICAÇÃO COMEÇA NA SUA MENTE
O que você pensa gera o que você sente.
O que você sente influencia a forma como se comunica.
E a forma como se comunica determina os seus resultados.
Por isso, trabalhe a sua mente com pensamentos positivos. Quando você alimenta crenças negativas a seu respeito — como “não sou bom o suficiente”, “minha voz é ruim” ou “tenho medo de passar vergonha” —, a sua performance inevitavelmente cai.
ESTRATÉGIA 2 — TENHA CLAREZA DO SEU OBJETIVO
Pergunte-se:
Como você deseja ser percebido pelo outro?
O que quer que pensem, sintam e digam a seu respeito após a interação?
O seu objetivo define toda a sua comunicação. Tudo precisa estar alinhado a ele: as palavras que escolhe, o tom de voz, o comportamento, a postura e até o que você veste.
Adote uma postura corporal adequada: ombros para trás, peito aberto, cabeça alinhada ao tronco, pernas retas com o peso igualmente distribuído e contato visual sempre que possível. Mantenha as mãos logo abaixo do peito, um leve sorriso nos lábios e movimente-se com leveza e firmeza.
ESTRATÉGIA 3 — ESTRUTURE A SUA FALA
Independentemente de ser um discurso, uma apresentação ou uma fala em reunião, organize sua comunicação com início, meio e fim.
Comece com uma curiosidade ou novidade que seja relevante para o seu ouvinte — algo que diga respeito a ele, e não a você. Evite palavras difíceis. Fale para ser entendido, não para parecer inteligente.
Quanto mais complexo o vocabulário, menos as pessoas compreendem. Se não entendem, não confiam. Se não confiam, não se engajam.
Steve Jobs dominava essa técnica. Ele explicava seus produtos como se falasse com uma criança — e exatamente por isso conquistava atenção e confiança.
COMUNICAÇÃO É AÇÃO
Para finalizar, quero lembrá-lo de que comunicação, como o próprio nome já diz — comunicAÇÃO — pressupõe ação. Não basta ler este post até aqui. Todo conhecimento que não é colocado em prática rapidamente acaba esquecido.
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