A COMUNICAÇÃO NO PROCESSO DE COACHING: DO INÍCIO AO FIM!
Um processo de coaching, do início ao fim, é permeado pela comunicação que se estabelece por meio da linguagem verbal e não verbal. É dessa comunicação que nasce o rapport, a conexão empática necessária entre o Coach, que conduz o processo, e o Coachee, que é conduzido.
Sem essa conexão, não há processo efetivo.
O PROCESSO DE COACHING COMEÇA NO AMBIENTE FÍSICO
O processo de coaching tem início no ambiente físico. Esse espaço precisa ser preparado para criar uma sensação de segurança que favoreça o estabelecimento do rapport.
Por essa razão, o ambiente é cuidadosamente administrado para tornar tangível o que, à primeira vista, é intangível. A intenção é gerar um efeito positivo no cliente. A delimitação simbólica do espaço, muitas vezes marcada por um tapete e pelas poltronas onde ocorre a sessão, recebe o nome de psicogeografia. Seu objetivo é produzir estímulos associados ao valor daquele ambiente.
A disposição dos objetos, as cores e a música são elementos estratégicos. Eles podem provocar emoções, despertar insights, ampliar percepções e, inclusive, funcionar como âncoras para o Coachee. Ao se deparar novamente com esses estímulos, ou mesmo ao evocá-los mentalmente, a intenção é que o cliente resgate a sensação de segurança vivenciada durante as sessões, mantendo sua estabilidade mesmo em momentos de turbulência.
A COMUNICAÇÃO EMPÁTICA DO COACH
Paralelamente à comunicação expressa pelo ambiente, a linguagem verbal e corporal do Coach exerce papel fundamental. Uma postura receptiva, acolhedora e empática complementa o processo e cria as condições necessárias para que o Coachee se sinta seguro para se abrir e falar, sem restrições, sobre as questões que o levaram a buscar o apoio de um Coach.
A ESCUTA EMPÁTICA COMO COMPETÊNCIA ESSENCIAL
O Coach precisa desenvolver a capacidade de ouvir empaticamente, sem preconceitos ou julgamentos. Suas intervenções devem ocorrer por meio de perguntas estratégicas ou palavras de apoio, sempre que forem necessárias e pertinentes ao processo.
A escuta atenta permite ao Coach identificar, nas marcas do discurso do cliente, aquilo que não é dito explicitamente. O não dito também comunica e carrega significados importantes. É nesse jogo entre o dito e o não dito que o Coach consegue compreender os efeitos de sentido presentes na fala do Coachee.
COMUNICAÇÃO COMO TROCA E INTERAÇÃO
Uma vez estabelecida a interação e a troca sinérgica e contínua entre Coach e Coachee, ambos precisam ter clareza sobre seus papéis e seus limites. Não existe um lugar fixo de fala. Em um processo interacional, o emissor pode tornar-se receptor, e o receptor pode assumir o papel de emissor, de forma simultânea e contínua.
Nesse nível, a comunicação deixa de ser linear e passa a ser troca, ação compartilhada, prática concreta e interação viva.
A COMUNICAÇÃO COMO FIO ESTRUTURANTE DO COACHING
Seja por meio da linguagem verbal ou não verbal, todas as etapas de uma sessão de coaching têm a comunicação como base. Por isso, compreendo a comunicação como o fio estruturante de um processo de coaching.
Na minha definição, coaching é comunicação para a ação. Trata-se de um processo sistêmico e sinergético de interação entre Coach e Coachee, capaz de impulsionar o cliente em direção ao seu estado desejado.
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